quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sobre a face ridícula das eleições

Um dia desses eu falei sobre miopia eleitoral. Querem um exemplo? Tá aí

http://eleicoes.uol.com.br/2010/distrito-federal/ultimas-noticias/2010/09/28/no-distrito-federal-petistas-e-apoiadores-de-roriz-entram-em-confronto-antes-de-debate.jhtm

Chegamos ao ápice do ridículo. É uma espécie de "guerra santa" que aconteceu ontem à noite aqui em Brasília entre os apoiadores de Agnelo (PT) e da recente candidata Weslian Roriz (PSC). Não vou fazer comentário nenhum sobre os candidatos. Pra mim, poderia ser uma disputa eleitoral entre Madre Tereza e Adolf Hitler, e uma briga continuaria sendo igualmente ridícula. O que leva pessoas a atirarem paus e pedras em outras para pretensamente defender candidatos? O que passa pela cabeça da pessoa que faz isso? Obviamente, nada.

Eu acredito que todo eleitor deveria ser, antes de tudo, um pensador. É impossível escolher um candidato conscientemente sem um mínimo de pesquisa e algum esforço intelectual para compreender os planos e propostas apresentados. Hoje eu ouvi no maravilhoso quadro "Liberdade de Expressão", que passa todos os dias às 8h45min na CBN, um comentário de Viviane Mosé dizendo que nós, brasileiros, perdemos a paixão pela disputa eleitoral. Depois ela mesma disse que a raiz da palavra paixão era a mesma de patos, que significa doença. Pois bem, se for esse o preço por mantê-la, acho que perdermos a paixão pelas eleições é uma coisa extremamente positiva.

Um comentário:

  1. Meu caro amigo Paulo: a cada dia mais me convenço que é cada cérebro, individualmente, que é utilizado em 10% de sua capacidade, deixando ociosos 90%. É 10% da humanidade - com algum otimismo - que busca racionalidade sobretudo em atos e decisões tão importantes quanto as decisões políticas.
    Paus e pedras para combater adversários equivalem a voltarmos à época anterior ao domínio da linguagem falada. É indigno do homo sapiens.

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